sexta-feira, 7 de maio de 2010

Seja Indiferente ou Faça a Diferença

Tinha um cara que se achava diferente.
Era um cara comum, como eu e você, mas ele sabia que era diferente.
Ele não sabia no que, mas tinha certeza que era diferente em alguma coisa.

Não sei se era diferente de todo mundo, ou diferente da maioria.
Também não tenho certeza se tinha algúem igual ou parecido.

Se era bom ou ruim ser diferente?
Ele morreu sem saber.

Afinal, ele sabia que era diferente, mas insistia em fazer igual a todo mundo.

****


Tinha também outro cara que não sabia que era diferente.
Talvez soubesse, mas isso não fazia a menor diferença.
Todo mundo insistia que ele tinha algo de diferente.
Mas ele teimava em não admitir a diferença.

Diferente de todo mundo, eu realmente não achava ele diferente.
Mas não conheci ninguém que fez igual a ele.

Se ele era indiferente?
Ele morreu certo de que não era.

Afinal, ele fez a diferença, mas insistiu o tempo todo que qualquer um poderia fazer igual.

Léo Castro

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Poesia de Amor Pós-Contemporânea Experimental (Estrutura poética: Messenger)


Leitores da Feira Livre de Pensamentos, permitam-me experimentar uma viagem poética inspirada em um meio de comunicação muito utilizado na era da Internet, onde por incrível que pareça, surgem diariamente milhares de amores. Amores únicos que, apesar da distância física conseguem se fortalecer através de uma proximidade inexplicável.

  
- Ela diz:
que bom saber que faço parte das pessoas importantes da sua vida, no fundo acho que sempre tive essa certeza

- Ele diz:
claro que sim, menina encanto... menina fantasia...menina que brilha

- Ela diz:
menino, só tento ver a vida com olhos mais bonitos e não viver em vão. E pra q nunca se esqueça, também me faz sentir coisas incríveis..

- Ele diz:
mas não sou puro como vc, menina... sou das ruas... sou da malicia... não consigo ver o brilho no dia-a-dia...
sou volúvel e vulnerável, as vezes nem sou confiável...
Na verdade sou um homem bem complicado, menina
Sou apenas um cara muito estranho que fala através de um rompante de inspiração que vem não sei d´onde.

- Ela diz:
hahahaha
eu te entendendo, menino =)
e também me inspiro quando falo contigo!!

- Ele diz:
AMO VC, MENINA
é estranho, mas é encantador te amar daqui de longe
será que nos amaremos pra sempre a essa distancia?

- Ela diz:
hahaha acho q sim! =]

- Ele diz:
Será que existem outras pessoas no mundo com o mesmo "sei lá o que é isso que acontece entre a gente"?

- Ela diz:
o mundo é tão grande! Mesmo assim, de longe tão perto de mim mesma



- Ele diz:
o mundo é mesmo muito grande... mas a gente tb é tão raro... 
vc quase eu, eu quase vc

- Ela diz:
talvez sejamos mesmos únicos,o q nos torna seres especiais, que têm o mundo inteiro ao seu dispor

- Ele diz:
sendo assim, decreto que somos o único casal do mundo que tem "sei lá o que é isso que acontece entre a gente"
vc=eu, eu=vc

- Ela diz:
amo vc menino. e o que mais me encanta em ti é poder viver a poesia cotidiana...

- Ele diz:
ISSO MESMO, MENINA!
uma poesia que transita sublimemente entre a tua pureza e a minha obscuridade, nos transformando na poesia perfeita

menina, forma comigo a poesia perfeita?
me completa?

- Ela diz:
te completo menino =)

- Ele diz:
Tenho que ir
ótima noite pra ti. 
Te amo, menina que brilha

- Ela diz:
que seja doce pra nós! =)
 boa noite, menino
com todo meu amor.

Léo Castro, com a ajuda de alguém muito especial


domingo, 4 de abril de 2010

Mais uma homenagem


Já em vida, sempre tentei prestar homenagens àquele que considerei meu ídolo maior: meu avô José Valdo de Castro. Uma delas foi o texto postado nesse blog chamado 1+1=1. Outra homenagem foi uma ilustração também postada aqui. Mas além disso, não cansava de dizer a ele o quanto era importante pra mim em diversos momentos. Minha paciência para ouvir suas histórias (mesmo que algumas vezes ele as repetisse) minha admiração escancarada, meu choro compartilhado. Eu também adorava receber seus elogios, principalmente quando ele bebia sua sagrada cachacinha. Eu, meu irmão Juca e meu pai, muitas vezes comprávamos uma garrafa de pinga escondidos do resto da família. Mas ele adorava aquilo. Sua História lhe dava o direito de sair da realidade por alguns momentos e curtir uma embriaguez. Uma embriaguez que lhe fazia lembrar de sua linda História e querer compartilhar ainda mais com seus entes queridos. Em muitos desses momentos, ouvi palavras lindas de meu avô. Algumas direcionadas diretamente a mim. Coisas que nunca esquecerei. Outras direcionadas à todos que seguiram sua "cartilha".
José Valdo, tinha o dom da palavra. Em qualquer celebração em que seus entes queridos e admiradores estavam presentes, ouvia-se o coro: "Discursa, Zé Vardo". Ele não perdia tempo e logo roubava a cena com palavras que emocionavam a todos.
Por isso, farei uma homenagem ao grande José Valdo de Castro tentando representar o tom de seus discursos, muitas vezes repetitivos, mas que sempre continham a essência da verdade e da sabedoria que carregava aquele homem.
Peço permissão, meu avô.

"Moro no mundo, não sou vagabundo
Nasci assim, sou filho do Joaquim.
Caminhei nessa terra para cumprir uma missão
E sei que dessa terra parto com o dever cumprido.
E caminhar... é andar sobre o chão de barro,
cavalgar sobre estradas e ruas
carregando valores que nos foram passados por nossos entes queridos.
E carregar valores... não é julgar o ato do próximo
e sim tentar corrigir seus próprios atos
admitindo ter errado,
não uma, nem duas, mas muitas vezes.
E errar... é o impulso que nos faz lembrar
que nossa vida é compartilhada com muitas outras,
vidas que nos acompanham,
vidas que nos ensinam,
vidas que nos contemplam.
Aos meus filhos, netos e bisnetos,
digo que não tomem minha vida como exemplo,
mas sim minha História.
História que vivi,
História que escrevi,
História que discursei.
A vocês, entes queridos
que poderão, e deverão continuar essa História
deixei-lhes uma cartilha.
E seguir essa cartilha.... garanto a todos
não é ter a felicidade plena,
mas é saber como procurá-la,
seguindo os passos de um Homem
cuja vida foi vivida intensamente.
Aos meus filhos e netos,
espero que sejam gratos aos meus ensinamentos,
assim como sou grato ao carinho e atenção de todos vocês.

Sou uma besta comum? ou qualquer coisa?
Me digam..."


Eu respondo, meu querido avô. Fostes uma besta de genialidade e sabedoria. Se depender de mim, tua História nunca morrerá. Estarás para sempre no coração e na mente dos que estudaram em tua cartilha. Estarás para sempre na História. História com H maiúsculo. Serás sempre digno de todas as honras e homenagens que a ti fizeram, porque teu legado é grandioso. Com tua partida, nós, filhos e netos, que ficamos na Terra saudosos de tua ilustre presença, soubemos que o único caminho é a nossa harmonia. Saberemos perdoar uns aos outros. Tentaremos dividir o que nos ensinaste. Sempre buscando a felicidade.
Tua falta será sentida eternamente, mas tua sabedoria nunca nos faltará.
Olhai por nós, meu querido avô. Olhai por tua querida esposa. Tua eterna companheira Nina. Aquela guerreira que nunca fraquejou diante das dificuldades, e que faz de tudo para amenizar o sofrimento daqueles que ama. Olhai por teus filhos e netos. Olhai por todos os que te amam, meu sábio ancião.

No momento em que escrevo essa homenagem acontece a missa de sétimo dia de falecimento de meu avô José Valdo de Castro. Não compareci à missa, mas mesmo cansado de uma noite intensa de trabalho, me senti obrigado por uma inspiração maior a escrever esse texto. 

Bença, Vô.

Léo Castro (um dos que estudou na cartilha do Homem)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

As últimas horas

Foi bom ter vivido para ficar na História - disse o Homem. A vida já se ia. O coração já batia em um ritmo acelerado, sentindo-se culpado por não estar cumprindo direito sua função de levar oxigênio para o resto do corpo. Mas a culpa não era dele. Era o pulmão que não mais trabalhava como deveria. Assim disse o Homem suas últimas palavras em total lucidez. Enquanto o neto do Homem tentava acalmá-lo, segurando sua mão e transmitindo tranquilidade em sua fala e em seu toque. Mas por dentro, o neto do Homem estava desesperado. O Homem sempre fora muito lúcido. Por que haveria de começar a delirar?. Os enfermeiros não podiam ajudar. Pediram que o neto tentasse ignorar os apelos do avô, para que ele desistisse e tentasse relaxar. Mas como ignorar o apelo daquele que o ensinou quase tudo na vida? "Me ajuda, meu neto. Estou passando mal. Me leva pra cama. Desamarra meus pés." Tentava acalmá-lo participando de seus delírios. Era só o que podia fazer. A voz, que há algumas horas nem saia, voltava mais forte a cada vez que o Homem clamava pela ajuda do neto. Era a "melhora da morte". Quando cansava de pedir ajuda, seguiam-se minutos de serenidade. Eram os minutos em que o neto segurava a mão direita do Homem e chorava um choro de gratidão. Ao mesmo tempo pedia perdão pela incapacidade de ajudá-lo naquele momento de dor.
Chegou a manhã, depois de uma noite inteira sem fechar os olhos. O neto, por fim, atordoado pela noite em claro, acabou deixando o quarto do hospital sem se despedir do Homem. Arrependeu-se depois. Mas sabia que já havia se despedido no começo da noite anterior, enquanto o Homem ainda era lúcido. Enquanto tentava confortar a dor do avô, dizendo que sua missão já havia sido cumprida, que sua história já estava escrita na eternidade. O que restava era viver seus últimos dias de vida com dignidade. O neto não sabia que seriam as útlimas horas. O Homem sabia. Por isso disse a frase que abriu esse relato: "Foi bom ter vivido para ficar na História".

"Vai com Deus, meu Ídolo, meu Herói"
Léo Castro
ao querido avô José Valdo de Castro
25/05/1925 - 29/03/2010

sexta-feira, 26 de março de 2010

Justiceiros freelancers


São 2 horas da manhã e as emissoras transmitem, ao vivo para todo o país, o desfecho do julgamento do casal Nardoni. O público se diverte com a oportunidade de presenciar um apedrejamento em praça pública. Eu não diria que é adequado atirar criancinhas através de janelas de prédios, na maioria dos casos. Da mesma forma, o bom senso me diz que, promover um show de horrores desta magnitude, também não é uma boa idéia.

A multidão faz um carnaval, pessoas gritam em côro, torcidas adversárias se enfrentam, profetas carregando faixas anunciam o castigo divino... Porra! Deus é onipresente, certo? A justica D'Êle não falha, não é verdade? Então fiquem tranqüilos porque Êle certamente está por dentro dos fatos e vai sair do bunker e agir no momento certo. E digo mais: Êle sabe de tudo porque é Êle mesmo que está mexendo os pauzinhos pra tudo dar certo... hahahahahah...

Mas falando sério...
Qual é o intuito de se promover este gigantesco show de horrores?
Será que sacrificaram os dois prováveis assassinos só pra fazer a manada acéfala acreditar que no Brasil se faz justiça?

Pára essa merda que eu quero descer...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Esbórnia

Há uns 5 anos atrás, em um de meus incontáveis deslocamentos entre a "cidade do clima" e este inferno que eu chamo de "minha terra natal", tive o prazer de me sentar no ônibus ao lado de um "pastor". Não era do tipo que pastoreava rebanhos de ovinos. Era do tipo que arrebanhava humanos. E creio que também não era do tipo "cão", "graças a Deus"...

Conversamos por alguns minutos. Pensei em processá-lo ou chamar a polícia mas achei que bastava dormir.

"Sou da Igreja Quadrangular do..." - disse o senhor.
"Quadrado de 5 lados..." - pensei.
"Eu era igualzinho a você. Vivia na esbórnia." - disse ele.

Esbórnia...
Até hoje adoro essa palavra.

Bom carnaval!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Rotina

“... mantendo-se fiel aos princípios morais e valores de nossos fundadores, a Blue Sky Corp. trabalha para oferecer soluções e ajudá-lo a alcançar seus objetivos (…) focada na preservação ambiental (…) valorização do ser humano (…) esperanças e um futuro melhor para nossos jovens (…) de maneira sustentável (…) visando o bem-estar (…) bla bla bla (…) Blue Sky Corp. (...) Depto de (…) Carlos...”

- Bem-estar do meu pau, parasitas – resmungou Carlos. Esticou o braço para alcançar o papel higiênico.
- Anos de dedicação, limpando os rastros de merda que esses filhos da puta espalham por todos os lados – pensou. Amassou o cartão de visita e o atirou no cesto de lixo.
- Ingratos – disse ele, enquanto terminava de se limpar.

Carlos retornou ao escritório e olhou para o relógio no alto da parede. Quatro horas e vinte minutos. Não faltava muito, afinal. Pegou o telefone e discou o ramal de sua secretária:
- Srta. Joana, cancele todos os meus compromissos para hoje – ele disse.
- Mas, Sr. Carlos, o Sr. Matuzalém espera que lhe entregue a revisão de seu relatório – ela respondeu.
- Hum... Entendo, Srta. Joana. Então faça o seguinte: Diga-lhe que deixei um recado. Anote, sim?
- Claro, Sr. Carlos, pode falar.
- Diga-lhe que vá para o inferno – exclamou ele.
- Mas, Sr. Carlos - ela arregalou os olhos.
- E sugira-lhe que antes enfie o relatório no rabo - sorriu realizado.
- Oh... Está bem – ela concordou.
- E diga a ele que eu me demito. Adeus, Srta. Joana...
- Até amanhã, Sr. Carlos...

Sem olhar para trás, Carlos partiu, orgulhoso, rumo à saída do edifício. Que lindo dia para se tomar uma cerveja – concluiu Carlos. Olhou para os dois lados e atravessou a rua. Caminhou alguns metros e entrou no boteco mais fedorento disponível. Sentou-se no balcão do bar e pediu uma cerveja.

Algumas horas e treze cervejas depois, Carlos já se sentia mais feliz. Se divertia com as catástrofes e desgraças no noticiário da noite. Olhou para o relógio e viu que já era tarde. Preciso ir pra casa – pensou – Amanhã entro cedinho no escritório.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

2009


Mais um ano está chegando ao fim e este é um momento de reflexão. É tempo de olhar pra montanha de merda que você deixou pra trás e separar o que realmente valeu a pena. Analise bem o ano que passou e se lhe for conveniente, aproveite pra se arrepender. Faça as tradicionais promessas que não serão cumpridas neste ano que vai nascer. Prometa parar de fumar, beber menos, levar uma vida saudável, praticar esportes, ser fiel, ser honesto, bla bla bla bla bla bla... Mas também se lembre que, tal como nos foi ensinado por Michael Schumacher, deve-se forçar o ritmo nas voltas que antecedem o pit-stop. 2009 está quase no fim então corra e lave a alma (caso acredite ter uma), cometa alguns últimos excessos, repita os mesmos erros, gaste uns trocados a mais na junkie box e seja feliz.

Desejo-lhe um ano novo!!
Pensamento positivo: a gente vê por aqui...

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Ensaios sobre a escuridão



Apesar do título, não vim aqui falar sobre religiosidade e muito menos comentar o livro do Saramago. O apagão, ocorrido na noite de ontem, nos rendeu uma enxurrada de boas idéias sobre inúmeros temas...




Entretenimento:
"Que merda heim, agora vamos ter que conversar, galera..."
"E eu vou fazer um omelete, alguém está servido?"
"Se tem vontade de estuprar alguém, agora é a hora..."
"Viva a 51!!"
"Alguém liga pro Johnny E."

Revolução:
"Véio, vamos atacar a prefeitura!"
"Aham."
"Sério, a hora é agora!"
"Aham."
"É só escrever algo legal na parede do prédio..."
"Não temos nem sprays ou algo do tipo."
"A gente escreve com merda!!"
"Mas já arrumei uma garrafa de pinga com os vizinhos. Misturei com Tang morango..."
"Caras, e a revolução???"
"..."
"Tá bom, vai.. enche o meu também..."

Sobrevivência:
"O que Bear Grylls diz sobre blackouts?"
"Agora essa minha gordura ia fazer toda a diferença..."
"Mesmo assim, amanhã teremos que sair pra caçar."
"Vamos naquele lugar onde tinha cogumelos. Lá tem uns bois..."
"Reunir a tribo, atacar a vizinhança, dominar a rua..."

Religião:
"Graças a Deus, estou sóbrio agora!"
"Fim do mundo sem nem uma tempestadezinha?"
"Aff.. Certeza que é culpa do @OCriador"
"Se for o apocalipse, fala que eu tô cagando porque eu sou procurado..."
"Se o mundo acabar agora o SP vai ser campeão. Merda!"

Relacionamentos:
"Cara, já parou pra pensar: E a sua namorada, o que está fazendo agora?"
"Tô mandando SMSs pra garotas dizendo: Queria estar com vc agora..."
"Amor, é o fim do mundo! hahahaah"

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Auto-ajuda às avessas









Caro amigo leitor de livros de auto-ajuda, seu precioso tempo livre será melhor aproveitado em: http://horoscopo.uol.com.br/


O dia de hoje, como milhares de outros, custou a passar e cá estou eu, resignado, saboreando mais uma madrugada angustiante. Esperança e alegria há muito deram lugar a um pouco nobre sentimento de compaixão pela minha própria situação. Se tudo isso parece lhe fazer algum sentido, sabe também que nada nessa auto-destruição é inédito para você e eu. Incontáveis as vezes em que elegi alguém ou algum excesso, de maneira injusta ou não, o culpado por todos os meus problemas mas o fato é que certos sentimentos me acompanham desde os primeiros e inocentes anos de vida. E se algo bem no fundo do meu coração insiste em me dizer que tudo vai melhorar, quem disse que eu quero esperar pra comemorar meu primeiro centenário? Sempre me lembro de uma linda frase que ouvi há alguns anos atrás: "Se você consegue organizar sua cozinha, consegue organizar sua vida", mas quem nesse mundo quer se enfiar na cozinha quando está triste? O mesmo para a saúde pois faço parte do time dos que lavam o coração com álcool. Sentimentos ruins sempre estarão por perto e deixarão as marcas realmente profundas então siga em frente, capengando, porque vez e outra nos depararemos com algo bom e, quando isso passar, o desfecho fácil também não é a solução. Pode soar patético e fraco para muitos mas a resposta estaria nesta fictícia afirmação de um humano de alto-astral: "Se afaste daqueles que são negativos". Em terra de cego, quem tem um olho é triste. Melhor assim pois já temos compaixão em excesso. O ser humano tem tanto amor próprio que ama a si próprio mesmo sob o risco de ser punido com pêlos nas mãos pelo sarcástico administrador celestial. Pro inferno (?) com essa tal de compaixão =) pois, se ainda não notaram, Sr. Saint-Exupéry estava equivocado e a sua felicidade só depende de você.

E eu? Bem... Eu? Ah... Eu também não tenho feito grandes esforços...